O fascismo brasileiro e seus filhotes

Andei lendo alguns livros e revistas da época, sobre o Integralismo. E depois fui ouvir a opinião de alguns professores na internet. Cara, o bolsonazismo é o Integralismo 2.0.

Não tem novidade NENHUMA. O lema é igual: Deus, pátria e família. O espantalho que eles usam é o mesmo: comunismo.
Plínio Salgado já falava em destruir a família tradicional brasileira, em comunistas invadindo as casas do cidadão de bem, em armar a população…

A tática se repete

Diante de uma crise econômica do capitalismo, grupos fascistas se unem e começam a desviar a atenção das causas reais, passando a culpar o comunismo, a falta de deus no coração, demonizar a mídia, os políticos, idolatrar um Mito que vai resolver tudo, de maneira simples.

Formam milícias armadas, criam símbolos e estética de grupo, ufanismo, militarismo, reacionarismo, racismo, antisemitismo, homofobia e machismo (mulheres na rua ficam masculinizadas e criam filhos afeminados) e idealização de um passado bom e inexistente.

Foi assim na Itália fascista, de Mussolini, que recebeu Plínio Salgado (o bolsonaro da época) durante meses. Assim também na Alemanha Nazista, de Hitler, que Plínio chamava de Solução Redentora contra o bolchevismo cultural e do qual se achava Espião de Hitler no Brasil. E no Brasil de 2018.

O bolsonarismo é só uma reedição das catástrofes do passado. Agora ele será chutado, preso, mas o estrago na vida dos trabalhadores e dos mais pobres, já foi feita e aprovada.

Bolsonaristas só reproduzem ideias Fascistas do início do século passado.

autor

ERICK DA SILVA CERQUEIRA é publicitário, designer e articulista. Com trajetória ligada à comunicação, à criação gráfica e à preservação da memória, construiu sua carreira entre palavras, imagens e narrativas.

Autor do livro O Que Corre em Mim – Filhos do Sol e do Sal, onde estreia na literatura ao transformar lembranças familiares, relatos e vestígios do passado em uma narrativa sobre origem, identidade e herança.

Entre o sertão e a cidade, entre a história íntima e a memória coletiva, conduz o leitor por caminhos onde o que passou nunca deixa de permanecer.